Maximo
Paperback
HumorGeneral FictionLiterary Fiction
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ISBN13: 9798250515047
Publisher: Independently Published
Published: Mar 2 2026
Pages: 264
Weight: 0.68
Height: 0.55 Width: 5.50 Depth: 8.50
Language: Portuguese
Publisher: Independently Published
Published: Mar 2 2026
Pages: 264
Weight: 0.68
Height: 0.55 Width: 5.50 Depth: 8.50
Language: Portuguese
O português utilizado por Sanoi é por vezes europeu arcaizante e erudito (dissertar, mui digno, incumbido), o que pode causar um estranhamento proposital e dar ao texto uma solenidade que casa com a pretensão filosófica do protagonista. O livro tem momentos de humor escatológico e sátira social que funcionam bem. A descrição de certos acadêmicos das seitas, dos pastores e das figuras caricatas do Brasil tem um tom de deboche que é, por vezes, genuinamente engraçado.
Ataques são uma pequena parte da técnica de humor de Sanoi. Desqualifica Nietzsche, Freud, Gandhi e outros com base em aspectos de suas vidas pessoais como visitas a bordéis e vÃcios, em paralelo ao questionamento de algumas de suas ideias reais. E se dá dessa forma para que Sanoi atacado como alguém que usa ad hominem pelo leitor desatento.
Condena todos os protestantes, ateus e acadêmicos com base nos piores exemplos que encontra, divide o mundo entre sábios e insensatos, sem admitir que possa existir matizes ou complexidade. Muda o discurso do oponente para ele se adequar à realidade e ser atacado de forma devida por vezes de forma jocosa. Em momentos pode parecer que Sanoi reduziu toda a psicanálise a uma defesa da depravação, mas não é o que ele faz.
Ele invoca a si mesmo como autoridade máxima e não se importa por educar com argumento. Ele educa com redução do outro ao que ele é se possÃvel com insultos.
Tendência jocosa e rejeitar ideias por suas origens Ex: uma teoria é falsa porque foi criada por um ateu, protestante, herege ou por um judeu, e não pelo seu mérito. Todos esses aspectos são usados como ferramenta de humor.
Ao falar, Sanoi parece ditar um tratado de filosofia católica tradicionalista. A crÃtica à relativização da verdade, à vanglória acadêmica e ao uso da ciência como dogma é pertinente. A defesa de uma moral baseada na virtude e na verdade transcendente é um ponto de partida válido para um romance filosófico.
O mundo é dividido de forma muito rÃgida e essa dicotomia poderia empobrecer a filosofia, mas esta não se propõe a mostrar pontos positivos do outro lado. O que é proposto não é uma visão geral, é o pensamento do grande filósofo Sanoi e condenação ao que é diferente. Sanoi se gaba de sua falta de moderação na fala e de sua virilidade em dizer verdades e isso é apresentado como uma virtude (filosofar com o martelo). A cena em que ele espanca os teólogos protestantes é o ápice dessa visão.
A história em si, a jornada de Sanoi, seus romances, o encontro com Júlia, é extremamente simples e serve apenas como um cabide para pendurar a prática de sua filosofia. Não poderia ser diferente em alto nÃvel. Os personagens são rasos para funcionarem como tipos: o protestante insensato, amigo mórmon ingênuo, a mulher capivara que é tratada com um carinho genuÃno, mas descrita fisicamente de forma ruim antes de ser embelezada pela redenção.
O Brasil é retratado como um hospÃcio de ignorância, o que é uma visão válida para uma personagem estrangeira, mas pode soar de forma etnocêntrica e preconceituosa e é. Sanoi por vezes se assume preconceituoso ao falar coisas como [...]para fingir que não sou preconceituoso.
MAXIMO pode ser entendida como uma obra profundamente imperfeita para os amantes dos alvos de suas crÃticas cegos por paixão partidária, obra pode ser de difÃcil acesso, o estilo pode ser cansativo e isso se deve a Sanoi estar a dissertar para um amigo, em vários dias, Jonas que acorda completamente com a sua filosofia.
Condena todos os protestantes, ateus e acadêmicos com base nos piores exemplos que encontra, divide o mundo entre sábios e insensatos, sem admitir que possa existir matizes ou complexidade. Muda o discurso do oponente para ele se adequar à realidade e ser atacado de forma devida por vezes de forma jocosa. Em momentos pode parecer que Sanoi reduziu toda a psicanálise a uma defesa da depravação, mas não é o que ele faz.
Ele invoca a si mesmo como autoridade máxima e não se importa por educar com argumento. Ele educa com redução do outro ao que ele é se possÃvel com insultos.
Tendência jocosa e rejeitar ideias por suas origens Ex: uma teoria é falsa porque foi criada por um ateu, protestante, herege ou por um judeu, e não pelo seu mérito. Todos esses aspectos são usados como ferramenta de humor.
Ao falar, Sanoi parece ditar um tratado de filosofia católica tradicionalista. A crÃtica à relativização da verdade, à vanglória acadêmica e ao uso da ciência como dogma é pertinente. A defesa de uma moral baseada na virtude e na verdade transcendente é um ponto de partida válido para um romance filosófico.
O mundo é dividido de forma muito rÃgida e essa dicotomia poderia empobrecer a filosofia, mas esta não se propõe a mostrar pontos positivos do outro lado. O que é proposto não é uma visão geral, é o pensamento do grande filósofo Sanoi e condenação ao que é diferente. Sanoi se gaba de sua falta de moderação na fala e de sua virilidade em dizer verdades e isso é apresentado como uma virtude (filosofar com o martelo). A cena em que ele espanca os teólogos protestantes é o ápice dessa visão.
A história em si, a jornada de Sanoi, seus romances, o encontro com Júlia, é extremamente simples e serve apenas como um cabide para pendurar a prática de sua filosofia. Não poderia ser diferente em alto nÃvel. Os personagens são rasos para funcionarem como tipos: o protestante insensato, amigo mórmon ingênuo, a mulher capivara que é tratada com um carinho genuÃno, mas descrita fisicamente de forma ruim antes de ser embelezada pela redenção.
O Brasil é retratado como um hospÃcio de ignorância, o que é uma visão válida para uma personagem estrangeira, mas pode soar de forma etnocêntrica e preconceituosa e é. Sanoi por vezes se assume preconceituoso ao falar coisas como [...]para fingir que não sou preconceituoso.
MAXIMO pode ser entendida como uma obra profundamente imperfeita para os amantes dos alvos de suas crÃticas cegos por paixão partidária, obra pode ser de difÃcil acesso, o estilo pode ser cansativo e isso se deve a Sanoi estar a dissertar para um amigo, em vários dias, Jonas que acorda completamente com a sua filosofia.
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