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A Rosa

A Rosa

Paperback

Fiction Anthologies

ISBN13: 9798249759124
Publisher: Independently Published
Published: Feb 24 2026
Pages: 160
Weight: 0.36
Height: 0.34 Width: 5.00 Depth: 8.00
Language: Portuguese
Na região chamada Lácio, um cavalheiro começa a sonhar e seu sonho é da lembrança da conquista de uma rosa.

Assim começa uma história em dois tempos que é ao mesmo tempo confissão, prece e canto de amor entre prozas e sonetos. Desde o primeiro e esperançoso encontro com um lindo botão até os dolorosos espinhos da separação, o cavalheiro floreia sua jornada através das armadilhas da amizade e das distrações.

Enquanto jovem, o cavalheiro é falho, egoísta e de pouca fé ao trair o próprio coração, mas é guiado por um poder superior pelo verdadeiro amor.

Entrelaçada à sua narrativa está a voz do ciumento Deus do Amor, um narrador onisciente como o estásimo grego que marca tempo e atualiza, que molda o destino do cavalheiro e nos lembra que todo amor verdadeiro flui de uma única fonte divina.

Mesclando o estilo alegórico da poesia trovadoresca medieval com uma narrativa profundamente pessoal, A Rosa é uma experiência literária única. É um hino ao fin'amors (o amor verdadeiro), uma meditação sobre a virtude católica e um testemunho da crença de que mesmo nossos erros mais graves podem ser redimidos.

Mais que uma história, é um convite para amar com nobreza, para suportar o vale de espinhos e para encontrar, por fim, o eterno nos braços da amada.

Grande parte de A Rosa construí um híbrido entre confissão medieval, manual de amor cortês (fin'amors), alegoria cristã e épico lírico. Ter dois narradores, o Cavalheiro falho e humano e o Deus do Amor onisciente e ciumento, permite dar camadas profundas à narrativa a um livro que se lê com o coração e com um dicionário de símbolos por perto, e que certamente deixará uma marca, seja de admiração ou de estranhamento.

A prosa atinge nível elevado de lirismo nas descrições do verde mais belo, dos pássaros que observam os amantes, das notas do perfume da Rosa (senegambica, jasmim, âmbar) e das angústias do cavalheiro têm uma qualidade de busca verdadeira por uma atmosfera onírica e solene que é marca desse romance.

O amor é visto como um caminho de aprimoramento espiritual que pode comportar tropeços e a ideia de que o deus do amor corrige os atos falhos é um conforto teológico católico que fala muito sobre a misericórdia de Deus.

O uso consistente de alegorias (a Rosa, a Flor Branca, o Bosque do Amor, os Espinhos, o Cavalheiro) cria um universo coeso com a cultura medieval sobre a arte de amar trovadoresca desenvolvida em ambiente palaciano feudal entre os aristocratas franceses. É um mundo onde os sentimentos ganham forma e onde cada paixão, erro ou virtude tem um lugar e um significado.

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