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A edição como literatura: O poder invisível que molda o cânone lusófono (1870-2025)

A edição como literatura: O poder invisível que molda o cânone lusófono (1870-2025)

Paperback

Writing Instruction

ISBN13: 9798259215429
Publisher: Independently Published
Published: Apr 25 2026
Pages: 172
Weight: 0.52
Height: 0.40 Width: 6.00 Depth: 9.00
Language: Portuguese
A edição como literatura: o poder invisível que molda o cânone lusófono (1870-2025) propõe uma releitura profunda da história literária em língua portuguesa, deslocando o foco do autor para o processo editorial que torna a obra possível. Partindo da ideia de que não existe texto fora da sua materialidade, o ensaio demonstra como editores, críticos, tradutores e instituições desempenham um papel decisivo na construção do que entendemos por literatura.

Ao longo de uma viagem que atravessa mais de um século, a obra analisa casos emblemáticos da tradição portuguesa e lusófona: o 'Romanceiro' de Garrett como invenção de uma memória nacional; a edição póstuma de Cesário Verde como criação de um autor; as múltiplas versões de Eça de Queirós como prova de uma obra em permanente reconfiguração; e, sobretudo, o universo de Fernando Pessoa, cuja consagração depende inteiramente das edições que organizaram o seu espólio fragmentário. Paralelamente, o ensaio explora o papel dos prefácios, das capas, das coleções editoriais e da crítica ensaística como formas de mediação que orientam a leitura e moldam o cânone.

Articulando teoria e história, e dialogando com pensadores como Roger Chartier, Donald McKenzie, Gérard Genette e Marshall McLuhan, o livro defende uma tese central: editar é interpretar, e interpretar é já criar literatura. Entre o livro impresso e o imaginário coletivo, entre o texto e os seus limiares, revela-se o poder invisível da edição - força silenciosa que decide o que permanece, o que se transforma e o que se perde.

Mais do que um estudo sobre livros, esta é uma reflexão sobre a própria natureza da literatura: uma obra coletiva, construída ao longo do tempo por múltiplas mãos, onde cada edição é também uma nova escrita do mundo.

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