Sigvald
Paperback
Mystery & ThrillerHistorical Fiction
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ISBN13: 9798193501862
Publisher: Independently Published
Published: Aug 21 2026
Pages: 248
Weight: 0.74
Height: 0.52 Width: 6.00 Depth: 9.00
Language: Portuguese
Publisher: Independently Published
Published: Aug 21 2026
Pages: 248
Weight: 0.74
Height: 0.52 Width: 6.00 Depth: 9.00
Language: Portuguese
Em Novembro de 1986, um neto esvazia a secretária do avô recém-falecido e encontra, no fundo de uma gaveta, uma caixa de veludo azul com uma medalha que ninguém na famÃlia conhecia. Por baixo da medalha, um maço de cartas atadas com cordel de linho. É este o ponto de partida de Sigvald - um romance sobre o que um homem guarda em silêncio durante quarenta anos, e sobre o que esse silêncio custou a quem o amou.
Sigvald Wiborg nasceu em 1901 em Brevik, Noruega, numa famÃlia que partiu para sul numa carroça quando ele tinha três anos. Atravessou sete paÃses, aprendeu oito lÃnguas, e chegou a Portugal em 1911, onde ficou para sempre. Em 1939, quando a guerra transformou Lisboa no centro nervoso da espionagem europeia, Sigvald era chanceler da Legação Norueguesa - um homem com passaporte norueguês, raÃzes portuguesas e acesso a lugares onde nenhum dos lados do conflito podia aparecer directamente. Major Gould, do serviço britânico, reconheceu nele algo raro: um homem incapaz de mentir, o que o tornava impossÃvel de imitar e, por isso, perfeito.
Durante cinco anos, Sigvald operou sem cobertura institucional, sem nome em nenhum arquivo aliado, gerindo uma rede clandestina de extracção de refugiados enquanto navegava a PVDE de Mendonça, a Abwehr de Sauer, e a contra-rede de Barroso, um agente que usava os seus próprios canais na direcção contrária. À sua volta: Dora, a secretária que construiu o seu próprio dossier paralelo; Alcobia, o marceneiro-decorador que nivelou uma prateleira numa embaixada alemã para tirar uma mulher de lá de dentro; Elsa Brandt, austrÃaca, que tinha uma linha que não atravessava e a pagou com a liberdade. E Marieta, a mulher que mentiu a um inspector sem nunca lhe ter sido pedido, e que carregou esse segredo sozinha durante dois anos.
Sigvald é um romance sobre o peso moral das decisões tomadas na sombra, sobre o que a lealdade exige quando não há bandeira que a cubra e sobre a forma como um homem se torna o que é - não pelos actos que anuncia, mas pelos que ninguém vê. A guerra acaba. O tabuleiro dissolve-se. Sigvald regressa à Embaixada, à famÃlia, ao quotidiano - e carrega, calado, o que carregou sempre.
Num panorama editorial onde a ficção histórica portuguesa oscila entre o popular e o académico, Sigvald ocupa um território raro: é um romance literário de alta exigência que é também urgente e legÃvel, com uma voz própria que deve tanto a Le Carré como a Lobo Antunes sem imitar nenhum dos dois. Os seus 73.000 palavras cobrem 82 anos de uma vida extraordinária - e terminam com um neto a perceber, tarde demais para perguntar, que viveu ao lado de uma história que nunca lhe foi contada.
Durante cinco anos, Sigvald operou sem cobertura institucional, sem nome em nenhum arquivo aliado, gerindo uma rede clandestina de extracção de refugiados enquanto navegava a PVDE de Mendonça, a Abwehr de Sauer, e a contra-rede de Barroso, um agente que usava os seus próprios canais na direcção contrária. À sua volta: Dora, a secretária que construiu o seu próprio dossier paralelo; Alcobia, o marceneiro-decorador que nivelou uma prateleira numa embaixada alemã para tirar uma mulher de lá de dentro; Elsa Brandt, austrÃaca, que tinha uma linha que não atravessava e a pagou com a liberdade. E Marieta, a mulher que mentiu a um inspector sem nunca lhe ter sido pedido, e que carregou esse segredo sozinha durante dois anos.
Sigvald é um romance sobre o peso moral das decisões tomadas na sombra, sobre o que a lealdade exige quando não há bandeira que a cubra e sobre a forma como um homem se torna o que é - não pelos actos que anuncia, mas pelos que ninguém vê. A guerra acaba. O tabuleiro dissolve-se. Sigvald regressa à Embaixada, à famÃlia, ao quotidiano - e carrega, calado, o que carregou sempre.
Num panorama editorial onde a ficção histórica portuguesa oscila entre o popular e o académico, Sigvald ocupa um território raro: é um romance literário de alta exigência que é também urgente e legÃvel, com uma voz própria que deve tanto a Le Carré como a Lobo Antunes sem imitar nenhum dos dois. Os seus 73.000 palavras cobrem 82 anos de uma vida extraordinária - e terminam com um neto a perceber, tarde demais para perguntar, que viveu ao lado de uma história que nunca lhe foi contada.
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