• Open Daily: 10am - 10pm
    Alley-side Pickup: 10am - 7pm

    3038 Hennepin Ave Minneapolis, MN
    612-822-4611

Open Daily: 10am - 10pm | Alley-side Pickup: 10am - 7pm
3038 Hennepin Ave Minneapolis, MN
612-822-4611
Quem Pode Discordar?: A forma comum de cinco organizações armadas jihadistas e o erro de comparar credos

Quem Pode Discordar?: A forma comum de cinco organizações armadas jihadistas e o erro de comparar credos

Paperback

Series: Quem Pode? - Uma Coleção Sobre as Formas, OS Agentes E OS Limites Do Poder.

General Political Science

ISBN13: 9798189549908
Publisher: Independently Published
Published: Jul 28 2026
Pages: 232
Weight: 0.70
Height: 0.49 Width: 6.00 Depth: 9.00
Language: Portuguese
Cinco organizações armadas, em cinco sociedades que nunca se comunicaram, construíram a mesma coisa. Este livro explica por quê - e mostra que a resposta corrente está errada.

Quando o Estado Islâmico, o JNIM no Sahel, a Al-Shabaab, o Tehrik-i-Taliban Pakistan e os dois ramos da Boko Haram conquistaram território e tempo para governar, montaram tribunais que julgam indivíduos sem admitir recurso a nenhuma instância exterior. Cobraram tributo enquadrado como obrigação devida, e não como pagamento por proteção. Regularam esferas da vida das quais não retiravam receita nem vantagem militar. E processaram a rendição de quem se submetia individualmente, dispensando quem representava terceiros.

Diz-se que se parecem porque partilham o credo salafista. A explicação desfaz-se ao primeiro exame. O Tehrik-i-Taliban Pakistan é deobandi, não salafista, e comporta-se como as demais. A imensa maioria dos salafistas do mundo professa exatamente o mesmo credo do Estado Islâmico e não produz nada semelhante. O credo não é nem necessário nem suficiente.

O que essas organizações têm em comum não é o que creem - é a estrutura da ordem que constroem. Nos arranjos que instituem não existe o lugar do adversário legítimo: não a posição de quem discorda com veemência, que existe em toda parte e inclusive dentro delas, mas a de quem discorda da própria régua e continua pertencendo. Uma organização cuja autoridade se funda no acesso exclusivo a uma verdade não pode reconhecer adversário legítimo sem se dissolver.

Comparando instituições em vez de credos, por quatro indicadores que qualquer habitante de uma zona governada pode responder, o livro reconstrói a arquitetura dessas ordens caso a caso. E aplica os mesmos indicadores aos Estados iraquiano, maliano, somali, paquistanês e nigeriano - com um resultado desconfortável: a forma não pertence ao ator, e sim ao arranjo. Um mesmo Estado pode manter jurisdição ordinária no centro e regime de exceção na periferia.

Há ainda um achado que a literatura de cada caso registra como episódio local e que ninguém leu como padrão: em quatro sociedades sem contato entre si, essas organizações eliminaram exatamente as figuras cuja função era representar terceiros - xeques tribais no Iraque, anciãos na Somália, notáveis nas áreas pashtun, clérigos na Nigéria. A um custo que nenhum cálculo estratégico recomenda. Discursos e técnicas transmitem-se entre organizações. Erros dispendiosos, não.

Com 20 tabelas analíticas, 20 gravuras e bibliografia inteiramente verificada, este é um livro de ciência política comparada para quem quer entender a forma dessas ordens - e para quem desconfia de que contar filiações doutrinárias explique alguma coisa.

Also from

Brooks, Nathaniel

Also in

General Political Science