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A Comunicação Intertextual Da Cultura Judaica Na Sétima Arte

A Comunicação Intertextual Da Cultura Judaica Na Sétima Arte

Paperback

Screenplays

ISBN10: 1520990421
ISBN13: 9781520990422
Publisher: Independently Published
Published: Apr 3 2017
Pages: 60
Weight: 0.22
Height: 0.14 Width: 5.98 Depth: 9.02
Language: Portuguese
A Comunicação Intertextual da Cultura Judaica é uma técnica usada exaustivamente pelos cineastas e autores judeus. Por terem passado por uma educação que estudasse a Civilização Hebraica, foram fortemente influenciados por esses personagens e suas histórias, que, por sua vez, se acumularam em uma herança cultural. Com isso, não é de se espantar que essa ferramenta do conhecimento seja espontaneamente desenvolvida nas produções cinematográficas. Na pintura, as memórias do pintor funcionam para estimular sua força criativa. Da mesma forma, no cinema é a herança cultural desses criadores que vai materializar o tipo de arte desejada por eles. Para isso, um dos instrumentos mais utilizados será a Comunicação Intertextual, pois esta ferramenta filosófica permite ao intelectual conectar as ideias e sugar o espírito idealizador daquelas histórias e reinseri-lo em multifacetados contextos e novos roteiros. Desta forma, quem faz parte da composição daquele espírito idealizador são as personalidades marcantes; os personagens históricos; as atitudes de nobreza, que se destacam em determinadas épocas; bem como um acontecimento, o fato marcante. Enfim, infinitas coisas que poderão ser reconectadas para um contexto novo. Nesse meio, uma espécie de filtro judaico impresso na memória dos criadores é que vai respaldar o foco de ação desses autores. Segundo registros do livro Zakhor: História Judaica e Memória Judaica (1992), esse processo, quase que sintomático, é fruto da observação e relevância das inúmeras histórias que marcaram a vida do povo judeu ao longo de 5.753 anos de existência no mundo. Um exemplo para visualizarmos este instrumento de Comunicação Intertextual da Cultura Judaica no Cinema seria a representação de personalidades que são extraídas de um contexto histórico, seja realístico ou ficcional, e inseridas com os mesmos desafios, derrotas e vitórias em contextos contemporâneos. Não obstante, neste estudo o tema é delimitado na vida cotidiana, nos fatos que se passam no dia a dia onde o ser humano está em constante conflito ou harmonia com a sociedade num processo de formação e criação de laços culturais. Há inúmeros exemplos na história, de conflitos e superações, sejam na vida familiar, na vida comunitária ou na vida pessoal de cada um. Desta maneira, os cineastas judeus acabam buscando essas histórias e as remetendo para um plano cinematográfico. Isso, maximizado para um contexto, pode ou não destoar os valores culturais em um grupo social. Essa potencialização dos personagens materializados no dia a dia das pessoas são referências culturais que podem lhes imprimir um apoio psicológico e comportamental. Essa profusão poética - da passam do personagem real para ficção e, por sua vez, exemplos seguidos na realidade pelas pessoas - é o conceito de Comunicação Intertextual da Cultura Judaica no Cinema. Um exemplo claro desse mecanismo, é quando os cineastas transformam um personagem da história em protagonista, que poderá servir de exemplo para pautar a mentalidade contemporânea das novas gerações, como ocorreu quando a biografia de Leon Tolstói, romancista Russo, foi adaptada para o cinema. Muitas pessoas que não conheciam o autor, após assistirem o filme, começaram a ler os livros dele. No best-seller A ilha no centro do mundo, Shorto (2004) tenta traçar o mais fiel retrato de Nova York no período da colonização holandesa e, sobretudo, a influência dos judeus naquela região. Como a cultura norte-americana foi fortemente influenciada pela imigração judaica desde o século XVII e, posteriormente, no início do século XX até o advento da Segunda Guerra Mundial, especialmente, na cidade de Nova York, o cinema e a própria literatura desta região teve muita influência dos intelectuais judeus que inseriram também mais uma nova cultura nessas cidades. Deste modo, em vários filmes e livros, os personagens levava

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