Devaneios II: A história continua
Paperback
Series: Devaneios, Book 1
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ISBN13: 9798176796513
Publisher: Independently Published
Published: Sep 24 2026
Pages: 288
Weight: 0.85
Height: 0.65 Width: 6.00 Depth: 9.00
Language: Portuguese
Publisher: Independently Published
Published: Sep 24 2026
Pages: 288
Weight: 0.85
Height: 0.65 Width: 6.00 Depth: 9.00
Language: Portuguese
A mulher estava morta. Paula tinha certeza disso e, mesmo assim, continuava caminhando, com o som dos saltos ecoando pelo enorme salão iluminado. Pessoas passavam apressadas ao seu redor, arrastando malas, segurando passaportes, abraçando familiares pela última vez. Ninguém parecia notar a mulher, ninguém parecia vê-la, mas Paula tentou alcançá-la.
- Espere!
Sua voz desapareceu no ambiente com o barulho distante dos alto-falantes enquanto aquela mulher continuava andando. Cabelos escuros, vestido preto e brincos dourados em forma de serpente balançando suavemente a cada passo. Paula acelerou, precisava alcançá-la, precisava perguntar algo, só não sabia o quê, apenas que era importante. Muito importante.
A mulher parou diante de um enorme painel de partidas, centenas de destinos brilhavam na tela. Paula ergueu os olhos, os nomes das cidades mudavam depressa demais para serem lidos: Paris, Lisboa, Roma, Buenos Aires. Depois apareceram sÃmbolos estranhos, letras que não existiam formavam palavras impossÃveis. A tela piscou e todos os destinos desapareceram, restando um único nome: Paula.
Seu estômago afundou, a mulher sorriu pela primeira vez, lentamente, como alguém que finalmente encontrou o que procurava. Então apontou para trás de Paula como quem diz olha ali. Paula se virou e encontrou o salão completamente vazio, as pessoas haviam desaparecido, junto com as malas e as luzes. Restava apenas uma cadeira naquele ambiente. Sobre ela havia um envelope branco com seu nome escrito na frente com a própria caligrafia.
As mãos de Paula começaram a tremer com medo do que estaria escrito ali. Ela não queria abrir, sabia que não deveria, mas mesmo assim caminhou até o envelope e abriu. Dentro havia apenas um pedaço de papel com uma frase:
Você ainda tem tempo.
O chão desapareceu sob seus pés e o mundo inteiro se partiu em pedaços. Ela acordou assustada em seu quarto escuro e sentou-se na cama, ofegante. Seu coração batia tão forte que parecia querer escapar do peito. Ficou imóvel por alguns segundos tentando convencer a si mesma de que era apenas um sonho.
Ao se atentar mais ao ambiente à sua volta, percebeu que havia um envelope sobre a cômoda. Paula congelou e sua respiração falhou. Ela não se lembrava de ter deixado nenhum envelope ali. Permaneceu observando o objeto através da escuridão, sem coragem de se aproximar e muito menos de desviar o olhar. Pela primeira vez em muitos anos, ela, que temia sonhar demais, agora sentia medo de estar acordada.
Sua voz desapareceu no ambiente com o barulho distante dos alto-falantes enquanto aquela mulher continuava andando. Cabelos escuros, vestido preto e brincos dourados em forma de serpente balançando suavemente a cada passo. Paula acelerou, precisava alcançá-la, precisava perguntar algo, só não sabia o quê, apenas que era importante. Muito importante.
A mulher parou diante de um enorme painel de partidas, centenas de destinos brilhavam na tela. Paula ergueu os olhos, os nomes das cidades mudavam depressa demais para serem lidos: Paris, Lisboa, Roma, Buenos Aires. Depois apareceram sÃmbolos estranhos, letras que não existiam formavam palavras impossÃveis. A tela piscou e todos os destinos desapareceram, restando um único nome: Paula.
Seu estômago afundou, a mulher sorriu pela primeira vez, lentamente, como alguém que finalmente encontrou o que procurava. Então apontou para trás de Paula como quem diz olha ali. Paula se virou e encontrou o salão completamente vazio, as pessoas haviam desaparecido, junto com as malas e as luzes. Restava apenas uma cadeira naquele ambiente. Sobre ela havia um envelope branco com seu nome escrito na frente com a própria caligrafia.
As mãos de Paula começaram a tremer com medo do que estaria escrito ali. Ela não queria abrir, sabia que não deveria, mas mesmo assim caminhou até o envelope e abriu. Dentro havia apenas um pedaço de papel com uma frase:
Você ainda tem tempo.
O chão desapareceu sob seus pés e o mundo inteiro se partiu em pedaços. Ela acordou assustada em seu quarto escuro e sentou-se na cama, ofegante. Seu coração batia tão forte que parecia querer escapar do peito. Ficou imóvel por alguns segundos tentando convencer a si mesma de que era apenas um sonho.
Ao se atentar mais ao ambiente à sua volta, percebeu que havia um envelope sobre a cômoda. Paula congelou e sua respiração falhou. Ela não se lembrava de ter deixado nenhum envelope ali. Permaneceu observando o objeto através da escuridão, sem coragem de se aproximar e muito menos de desviar o olhar. Pela primeira vez em muitos anos, ela, que temia sonhar demais, agora sentia medo de estar acordada.
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